ESPN Brasil não escapa da crise e fecha Rádio ESPN


Incompetência ou rumo do mercado. O projeto da Rádio ESPN no Brasil chegou esta semana ao fim após oito anos de existência. Parceria com as rádios Eldorado; Estadão; Capital e muito tempo pela internet marcam a história da rádio. O projeto termina por falta de viabilidade econômica, segundo João Palomino, de acordo com divulgação do portal UOL. O curioso da notícia, é que o Blog do Menon (UOL Esporte) havia antecipado a notícia em uma semana e diretores do grupo ESPN deram uma resposta evasiva.

Na leitura, entendi que o projeto poderia continuar, ledo engano. Cabe lembrar também que a Rádio ESPN não é uma marca exclusiva do Brasil. Nos Estados Unidos existe uma rede, na Argentina, em Mar del Plata, há uma estação em frequência modulada. Para saciar a curiosidade, via portal, radios.com.br é possível ter acesso a diversas rádios do grupo. Menos a do Brasil, que já não está mais entre nós.

O projeto da Rádio ESPN chega ao fim mas não é um ato isolado ou fruto de uma administração confusa. É uma marca de momento. A expansão em mídias alternativas; a proliferação de conteúdos digitais; o acesso maior a televisão por assinatura são marcas de um mercado em transformação, também. Junto ao mercado está uma nova postura do emissor com a espectador. Vivemos em épocas de interação e de novas possibilidades. Não somos espectadores passivos, mas consumidores de mídia.

As rádios que tem apostados em tratar o espectador como consumidor conseguem relativo sucesso, as que permanecerem no mais do mesmo falecem. Este não é o caso da Rádio ESPN, mas é caso de observar o nicho de mercado ao longo de seus vinte anos de história e o espaço que ela tentou abrir espaço num campo diferenciado, mesmo fato que acontecera com a Revista ESPN. Produtos de ótima qualidade, mas aparentemente distanciados de seu nicho de mercado.

Informações via Eportemidia

Fim da rádio FM: Noruega será o primeiro país a encerrar transmissões por frequência modulada


O mundo se transformando muito rápido, quem diria que rádios FM um dia teria um fim, pois bem a Noruega será o primeiro país a acabar com as transmissões de rádio via FM (freqüência modulada). Em 11 de janeiro de 2017, o sistema será desativado, e o padrão local de transmissão será digital: o Digital Áudio Broadcasting (DAB), de acordo com reportagem da rádio norueguesa Radio.no.

Segundo a emissora, o Ministério da Cultura aponta algumas vantagens do DAB. A primeira é a maior oferta de rádios. Atualmente, cinco emissoras transmitem programação por FM no país. Com o sistema digital, o número subirá para 22, podendo ampliar a capacidade para outras 20. A segunda vantagem é a qualidade do som, considerada superior à da FM. Além disso, a digitalização permitirá novas formas de interação com o público.

As emissoras também podem lucrar com a migração. De acordo com a Radio.no, transmitir por FM custa oito vezes mais que por DAB. A nova tecnologia tornou-se disponível na Noruega em 1995. Em 2007, uma versão aprimorada, o DAB+, também passou a ser oferecida.

Vários países europeus e do sudeste asiático estudam a migração para o DAB, mas a Noruega foi a primeira a marcar uma data para isso.

O FM começará a se aposentar com menos de 100 anos de uso comercial. A patente da tecnologia FM foi requerida em 1933, mas as primeiras rádios comerciais só entraram no ar no fim daquela década. O FM é uma tecnologia de transmissão em que a informação é fornecida por uma combinação de freqüências de onda. Quando surgiu, foi considerada superior à tecnologia AM, de amplitude modulada, pela qualidade do som. Em 1978, o número de estações FM superou o de AMs nos Estados Unidos. Sua principal limitação é o alcance: as ondas são captadas apenas por quem estiver num raio de cerca de 100 quilômetros da estação.

Com informações via Terra