Renault Captur 1.6 CVT x Nissan Kicks 2018


Eles são feitos por marcas “irmãs”, mas têm pouco em comum. Entre as semelhanças, está o câmbio automático CVT, que o Captur passa a oferecer em conjunto com o motor 1.6. O Kicks, que acaba de ser nacionalizado, traz a mesma caixa, mas com pequenas diferenças no ajuste. No duelo entre a versão Intense do Renault (de topo com motor 1.6) e a SV (intermediária) do Nissan, o Kicks venceu com ampla vantagem.

Tabelado a R$ 85.600, o Nissan supera em quase tudo o Captur Intense, a R$ 88.400. O Kicks é mais bem acabado, confortável e moderno. Além disso, é mais ágil e tem melhor estabilidade. A vitória só não foi ainda mais folgada (veja notas no quadro abaixo) porque as cotações de seguro do Nissan são de assustar. Uma seguradora pede quase R$ 8,5 mil pela cobertura do utilitário, ante a média de R$ 2,7 mil do Renault.

Nenhum dos dois tem desempenho exemplar, principalmente porque a caixa CVT é ruim. Quando o motorista precisa ganhar velocidade rapidamente e pisa fundo no acelerador, a transmissão continuamente variável demora a responder e eleva demais a rotação do motor, aumentando o nível de ruído. Isso é mais acentuado no Captur, cujo 1.6 gera 120 cv apenas com etanol no tanque.

No Kicks, a vida do motorista é mais fácil principalmente em acelerações graduais, feitas a partir de rotações médias. Nesse caso, o conjunto, que traz um 1.6 de 114 cv, tem funcionamento mais eficiente que o observado no Renault, deixando o Nissan mais esperto. Para isso, contribui o fato de o Kicks ser 154 kg mais leve que o Captur.

O Nissan, feito em Resende (RJ), se sai melhor no quesito estabilidade por ter suspensão mais bem acertada que a do Renault – cuja linha de produção está instalada em São José dos Pinhais (PR). O Kicks também tem respostas de direção mais precisas, que auxiliam em curva e também em mudanças bruscas de trajetória.

Apesar de ser mais gostoso de dirigir, no Nissan é mais difícil encontrar a melhor posição de guiar. O motorista perde muito tempo tentando encontrar a combinação ideal entre altura do banco e ajustes longitudinais e do encosto. Muitas vezes, já em movimento, percebe que ainda não está confortável.

Além disso, o apoio para cabeça, sobre o banco, é muito pronunciado para a frente, o que gera incômodo. Ao menos o volante tem ajuste longitudinal, enquanto o do Renault traz apenas regulagem de altura. No mais, a ergonomia do Kicks é bem superior à do Captur. Tudo na cabine do Nissan fica mais à mão que na do rival. Sua central multimídia, aliás, é bem mais fácil de usar.

Aliás, há um abismo entre a qualidade do acabamento dessa dupla. O do Captur é apenas mediano, com muito plástico duro e materiais que remetem à qualidade inferior. O do Kicks é bonito e bem feito. No espaço para os passageiros de trás, os dois vão bem, mas o Renault é mais amplo. No caso do porta-malas, os dois se equivalem.

Equipamentos

Esses utilitários vêm bem equipados de série. Em ambos há central multimídia com navegador GPS, câmera atrás e partida por botão, entre outros itens. Só o Nissan traz ar-condicionado digital (automático no Renault) e auxílio para partida em rampa.

Em compensação, o Captur tem controle de tração, enquanto o Kicks traz apenas o de estabilidade. O paranaense também vem de fábrica com quatro air bags, sendo dois laterais – o fluminense traz apenas os obrigatórios frontais. Os faróis de LEDs são de série no Renault. No Kicks, estão em pacote de R$ 3 mil, vendidos com bancos de couro – que custam R$ 1,5 mil no Captur.

OPINIÃO:

Captur e Kicks são derivados de modelos de entrada de suas respectivas fabricantes. No caso do Renault, a base é a mesma de Logan e Sandero e faz dele uma espécie de Duster com traje mais bonito.

O Nissan, por sua vez, utiliza a base de March e Versa. Na prática, ao volante do Captur, quem conhece bem seus “irmãos” mais pobres não terá nenhuma dúvida em relação ao parentesco com o Sandero.

Esse DNA está na dirigibilidade (não muito boa) e em alguns aspectos da cabine, inclusive o acabamento. Já quem dirige o Kicks é incapaz de associá-lo ao simplório March. A sensação é de estar em um carro completamente diferente do hatch. A dirigibilidade é muito superior, assim como o conforto ao rodar.

Não há nada na cabine do Nissan que remeta aos interiores de seus “irmãos” mais pobres. Com o Kicks, a Nissan mostrou que sabe transformar um carro de entrada em um sofisticado. Nenhum outro utilitário compacto derivado de veículo de entrada se distancia tanto de seus pares menos badalados. Nem mesmo o HR-V, cuja plataforma é a do Fit. Da dupla March/Versa, o Kicks só tem uma coisa, que é um de seus pontos fracos: a mecânica.

Nova Nissan Frontier desafia rivais em versões de topo – Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger – Comparativo


Comparativo. As principais representantes do segmento de picapes médias passaram por renovação nos últimos anos. Agora, é a vez de modelos com vendas menos significativas mudarem, na tentativa de ganhar força na categoria. É o caso da Nissan Frontier, cuja nova geração desafia os três modelos mais emplacados do País: Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.

Apesar de ser a mais “velha” desse grupo, a Ranger, que parte de R$ 185.190 na versão Limited, continua imbatível. A Ford venceu o comparativo por ter motor potente e câmbio eficiente, além de ampla lista de itens de série – com destaque para equipamentos de segurança como sete air bags, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.

O segundo lugar ficou com a S10 High Country que, tabelada a R$ 179.590, se destaca pelos bons preço e mecânica. A Frontier, terceira colocada, sai a R$ 166.700 na versão LE e, além do bom custo-benefício, tem suspensão bem ajustada.

A Hilux ficou na “lanterna”. Com preço de R$ 190.920, a versão SRX é a mais cara deste comparativo e também a com cotações de seguro mais altas. Além disso, diante do motor das rivais, o da Toyota é fraco.

De série, todas têm controles de tração e estabilidade, seletor eletrônico de tração, central multimídia, auxílios de partida em rampa e descida e câmera traseira. Assim como a Ranger, a Hilux traz sete air bags, ante dois da S10 e Frontier. Mas apenas a Toyota tem volante com ajuste de profundidade.

O motor 3.2 da Ranger gera 200 cv e entrega torque mais suavemente que o 2.8 (com a mesma potência) da S10. Isso ocorre graças ao ajuste do câmbio, mais linear nas marchas curtas, enquanto a rival tem um atraso na resposta e faz uma entrega mais ríspida.

O biturbo 2.3 de 190 cv da Frontier é suave e responde bem, mas não faz uma sincronia perfeita com o câmbio – especialmente em trechos de serra, quando fica trocando marchas o tempo todo.

Já o câmbio da Hilux é bom e ajuda a compensar a falta de potência do motor 2.7, que produz 177 cv. Ainda assim, a Toyota é mais lenta que as rivais para retomar velocidade.

A direção elétrica da Ranger tem peso ideal, mesmo em altas velocidades. Para uma picape, suas respostas são até diretas. Na S10, que também utiliza assistência elétrica, os comandos são mais lentos e a sensação é de que a dianteira é mais pesada que a das rivais.

Frontier e Hilux têm direção hidráulica, cujas respostas são bem semelhantes, mas mais lentas que as das elétricas.

A suspensão firme da S10 evita que a carroceria incline muito em curvas e pule demasiadamente em pisos ruins. A Ranger tem comportamento parecido, mas sacoleja um pouco mais quando está fora de estrada.

A Frontier é a única que não usa feixe de mola atrás, e sim eixo rígido com braços arrastados. A configuração privilegia o conforto sem perder vocação para o trabalho duro. A Toyota tem suspensão mole, que gera sensação de insegurança em curvas e faz o sistema de estabilidade intervir muito cedo.

Cabines têm concepções diferentes

No geral, a vida a bordo é semelhante nas quatro picapes do comparativo. Em todas, o espaço interno é bom para quatro adultos. O quinto sofre, por causa do túnel central alto.
Entre os mimos, Frontier e Hilux têm partida por botão e faróis de LEDs, enquanto a Ranger traz farol alto automático e a S10 oferece o sistema OnStar de concierge, rastreamento e bloqueio do motor. Embora tenha alerta de colisão frontal e saída involuntária de faixa, não há sistemas automáticos para evitar acidentes.

Por dentro, o acabamento da Nissan é o mais sóbrio e sisudo das quatro picapes. Há poucas aplicações cromadas e sem diferenciações no desenho do painel e tom de revestimento.

Ford, Chevrolet e Toyota, apesar de terem cabines bem diferentes, são igualmente bem acabadas, com materiais que mesclam cores e agradam. Na Ford, há plástico em exagero.

Na Hilux, é mais fácil encontrar a melhor posição de dirigir, graças ao ajuste de profundidade no volante – as demais só têm o de altura. A Frontier é a que tem a posição de dirigir mais elevada mesmo com o banco no ajuste mais baixo. Isso deixa os joelhos muito altos e próximos do volante.

Na Ranger e na S10, os bancos dianteiros abraçam melhor os ocupantes nas laterais. A Frontier e a Toyota têm suportes laterais mais baixos e, por isso, motorista e passageiro dianteiro escorregam mais.

A Ford traz comandos bem à mão. Muitos podem ser acessados pela tela da central multimídia, que é sensível ao toque. O painel de instrumentos tem duas telas configuráveis.

A S10 tem mais botões e o painel, convencional, tem uma pequena tela do computador de bordo. Os quadros de instrumentos de Hilux e Frontier têm configuração semelhante. Nas três picapes médias, é fácil visualizar todos os dados.

A central multimídia da Ford é a mais rápida e intuitiva, mas ainda sem integração com Android Auto e Apple CarPlay. As de Frontier e S10 são compatíveis com esses sistemas. Já a da picape Toyota tem TV digital, mas é a que apresenta as respostas mais lentas aos comandos.

Opinião
Conforto agora é essencial
As picapes médias não são meu tipo favorito de veículo como principal opção da garagem, mas têm um espaço garantido no meu coração para os finais de semana na fazenda, onde fazem todo o sentido. Independentemente disso, é notório que o conforto se tornou prioridade no segmento. Isso porque, mais que a robustez para o trabalho, elas também são carros que garantem imagem de status na cidade, onde são cada vez mais comuns. A Frontier mostrou uma evolução e tanto, mas não foi páreo para bater Ranger e S10 em termos de dirigibilidade, e, no caso da Ford, também em equipamentos. Ainda assim, é boa a aposta da Nissan no lado racional, com tabela e revisões mais em conta. Ao contrário da Hilux, que exagera nos custos, mesmo sem ter um conjunto mecânico excepcional ou uma suspensão que se destaque pela eficiência. Mesmo assim, é líder de vendas do segmento graças à fama de confiabilidade comum a todos os produtos da Toyota.

Nova Nissan Frontier virá importada do México somente na versão topo de linha


nova-frontier-2017-05

A nova encarnação da picape foi um dos destaques do estande da Nissan no Salão do Automóvel de São Paulo. Porém, ela só começa a ser vendida no 1° trimestre de 2017. O lançamento será nos moldes do Kicks. isso quer dizer que, inicialmente, ela virá importada do México somente na versão topo de linha, L.E .

Tempos depois outras configurações chegam quando a picape começar a ser feita na Argentina, em 2018. Sob o câpo estará o novo motor 2.3  turbodiesel de 190 cv e 45 mkgf de torque. Tração integral e câmbio automático de sete marchas completam o conjunto mecânico.

Preço: R$ 165 mil
Estreia: 1° trimestre

Frontier SL ATTACK CD 4×4 2.5TB Die Automático

Ano/modeloCódigo FIPEPreço (R$)
2013 Diesel023118-585.897,00
2013 Gasolina023118-585.453,00
2014 Diesel023118-590.077,00
2015 Diesel023118-5104.831,00
2016 Diesel023118-5121.759,00
Zero KM a diesel023118-5149.990,00
Zero KM a gasolina023118-5146.050,00

Frontier SV AT. CD 4×4 2.5 Turbo Diesel Automático

Ano/modeloCódigo FIPEPreço (R$)
2015 Diesel023128-296.758,00
2016 Diesel023128-2109.581,00
Zero KM a diesel023128-2129.845,00

Nissan Kicks fica mais caro, pintura e acessórios ficam mais baratos


O bem sucedido Nissan Kicks foi lançado originalmente no mercado brasileiro em agosto passado. Neste momento, está sofrendo o seu primeiro reajuste de preços, sendo que a configuração mais cara, a top de linha, está custando R$ 91.900,00, representando um aumento real de R$ 1.910,00 quando comparado ao mesmo modelo durante o ano de 2016.

Mas nem tudo é aumento com relação a este carro. De acordo com a tabela de preços que pode ser encontrada nas concessionárias, a opção por pintura metálica teve uma redução de R$ 150,00, passando para R$ 1.350,00. Os outros opcionais que podem ser encontrados para este carro, como o couro colorido nos bancos e painéis e o teto laranja seguem custando o mesmo preço do ano anterior. Para 2018 novos reajustes vem por ai!

Ficha Técnica – Nissan Kicks 1.6 SL CVT (Flex)

Dimensões

Motorização:1.6
AlimentaçãoInjeção multi ponto
CombustívelÁlcool
Potência (cv)114.0
Cilindrada (cm3)1.598
Torque (Kgf.m)15,5
Velocidade Máxima (Km/h)175
Tempo 0-100 (Km/h)12.0
Consumo cidade (Km/L)8.1
Consumo estrada (Km/L)9.6

Mecânica

Altura (mm)1590
Largura (mm)1760
Comprimento (mm)4295
Entre-eixos (mm)2610
Peso (kg)1142
Tanque (L)41.0
Porta-malas (L)432
Ocupantes5

TABELA FIPE

Kicks Rio 2016 1.6 16V FlexStar 5p Automático

Ano/modeloCódigo FIPEPreço (R$)
2017 Gasolina023148-783.617,00
Zero KM Gasolina023148-793.460,00

Kicks SL 1.6 16V FlexStar 5p Automático

Ano/modeloCódigo FIPEPreço (R$)
2017 Gasolina023149-580.689,00
Zero KM Gasolina023149-589.914,00