Embrace Warmer: bolsa térmica que custa uma fração do preço de um aparelho de incubação – Saúde


Novas tecnologias na medicina, iniciativas que utilizaram a tecnologia para romper fronteiras físicas e econômicas e levar saúde a quem tem menos acesso. Uma das causas de morte logo após o parto, especialmente entre recém-nascidos de baixo peso, é a hipotermia.

E a maior parte dessas mortes ocorre por falta de incubadoras ou de energia que as mantenham em funcionamento e aqueçam as crianças logo após o parto.

Pensando nisso, um grupo de alunos de graduação da Universidade de Stanford foi desafiado a desenvolver uma alternativa e criou o Embrace Warmer, uma espécie de bolsa térmica que custa uma fração do preço de um aparelho de incubação, além de necessitar de pouca energia para seu funcionamento.

Seus criadores dizem que a invenção já ajudou mais de 200 mil crianças em mais de 20 países. Saiba mais sobre o projeto (em inglês): http://embraceglobal.org

Exercícios importantes para tratar e melhorar a panturrilha


Muita gente não dá importância, mas exercitar as panturrilhas é necessário e pode fazer diferença nos resultados de quem treina. De acordo com o angiologista Bruno Limas Neves, as panturrilhas são consideradas o segundo coração do corpo, por causa de seu importante papel no retorno venoso auxiliando as veias a levarem o sangue para o coração. Isso ajuda a trazer mais disposição e previne problemas de circulação.

Para quem está iniciando na musculação é importante dosar a intensidade dos treinos. O professor de musculação Bruno Rocha, coordenador da academia Rio Sport, no Rio de Janeiro, recomenda aos iniciantes de duas a três séries com 10 a 15 repetições para todos os exercícios listados nesta matéria. “Entretanto, é importante visitar uma academia e consultar um profissional, que irá identificar a necessidade de mais ou menos séries, conforme o condicionamento físico de cada um”, diz. Confira os melhores exercícios para os músculos das pernas.

Extensão plantar

Como fazer: Esse é o principal movimento para exercitar a panturrilha e consiste em ficar sobre a ponta dos pés e voltar à posição inicial repetidas vezes.”Em um nível intermediário, é possível fazer esse mesmo movimento sobre a ponta de um degrau ou calçada, retirando o apoio do chão da hora de descer os pés e exigindo mais força”, conta Bruno Rocha. Pessoas em nível avançado podem fazer o exercício no degrau ou calçada com um pé de cada vez – concentrando todo o peso em apenas uma das pernas.

Entre os principais erros durante essa movimentação, estão as repetições com pouca amplitude e com muita velocidade. Outro erro é flexionar os joelhos na movimentação. Durante as repetições, o joelho deve ficar totalmente reto.

Elevação de panturrilha com barra ou no Smith

Como fazer: Em cima de um degrau ou de um step, com os pés em posição paralela a linha dos ombros, segure uma barra nas costas ou posicione-se no Smith, deixando as palmas das mãos direcionadas para o lado de fora. Depois, levante ao máximo o calcanhar do chão e retorne à posição inicial. Esta versão da prática permite usar cargas altas de peso e é interessante para alunos avançados. Nunca deixe de buscar orientação do seu professor antes de realizar qualquer movimento.

Gêmeos no Leg Press

Como fazer: Para trabalhar somente a panturrilha, você deverá sentar no aparelho e ajustá-lo de modo que suas pernas fiquem quase esticadas, com os joelhos levemente flexionados. “Depois, empurre a plataforma com a parte da frente dos pés, flexionando o calcanhar”, explica Fernanda.

Exercícios para fortalecer e reduzir gorduras das costas – Dieta e Saúde


A facilidade em eliminar ou ganhar gordura nas costas tem a ver com fatores genéticos e alimentação. Mas existem algumas atitudes que podem ajudar a diminuir o acúmulo de gordura na região.

É importante seguir um plano de exercícios diários (musculares e aeróbios). Os exercícios aeróbicos mais indicados são a natação, o remo, o stand up paddle, pois trabalham muito a região das costas, e definem muito bem essas musculaturas. Também é necessário cuidar da alimentação. Por isso é importante procurar uma nutricionista e seguir um programa alimentar para que os índices de gordura corporal diminuam. Veja a seguir alguns exercícios de musculação e aeróbicos que podem exercitar as costas.

Obliquo em pé com halter

Para realizar esse exercício o praticante deve se manter em pé com as pernas afastadas e segurando um halter deve fazer uma flexão de tronco lateral retornando depois ao ponto inicial. Realize 2 series de 15 repetições.

Flexão lombar deitado

Fique deitado de barriga para baixo com os braços e pernas bem estendidos e realize o movimento de flexão lombar movendo o tronco e as pernas para cima. Realize 3 séries de 10 repetições.

Exercício em 4 apoios

Fique na posição de 4 apoios conforme a foto e lentamente vá realizando um movimento simultâneo tirando uma perna e o braço oposto do chão até que eles fiquem na mesma linha do tronco. Segure essa posição por 15 segundos e repita 3 vezes de cada lado.

Flexão lombar sentado

Fique sentado em algum banco ou cadeira, coloque as duas mãos na nuca e lentamente vá realizando uma um movimento levando esse tronco no sentido do chão e depois suba lentamente também.

Remo

Assim como o nado de costas, a força realizada para puxar a água fortalece os músculos do peito e coloca os ombros no lugar. O remo também é muito indicado por estimular a resistência física, melhorar a flexibilidade e oferecer baixo risco de lesões.

Nado de costas

Embora a natação seja válida como atividade aeróbica, é a modalidade do nado de costas que irá trabalhar os músculos de maneira altamente eficiente. Com a movimentação dos braços para empurrar o corpo para frente, a pessoa alonga toda a cadeia de músculos anteriores, ou seja, do peito, e fortalece os músculos das costas. Isso contribui para uma postura melhor.

Nova esperança contra o Câncer no Brasil – Saúde e Tratamento


O Brasil ganha uma plataforma que reúne centros de pesquisa médica para facilitar o ingresso de voluntários nos testes de novas terapias 

Aos 56 anos, em 2009, a professora Clio Matzenbacher de moura recebeu o diagnóstico de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Cinco anos depois, a doença já havia se espelhando por seu corpo, mesmo depois de ter sido submetida a todos os tratamentos disponíveis.

Com a expectativa de vida de poucos meses, restava-lhe uma última esperança: ser voluntária no estudo de uma nova medicação para testar seus efeitos. E foi o que aconteceu. Já se passou um ano e meio e, ainda com a pesquisa em andamento, Clio recebeu a notícia de que agora tem anos de vida pela frente, graças á ação da droga analisada.

Até o fim de 2017, 120 000 brasileiros passarão por situação semelhante á de Clio – o que representa 20% dos novos casos de câncer no país. São pessoas que, em fase avançada de câncer (e que já tentaram todos os procedimentos convencionais), poderão ganhar, se tudo der certo, uma sobrevida ao participar de pesquisas de novas terapias. Mas entrar em um estado clínico é uma tarefa ainda complexa. Clio é uma exceção.

“O entrave está na dificuldade de acesso aos estudos, tanto para médicos quanto para pacientes”, diz Helano Freitas, oncologista clínico e coordenador de pesquisa clínica do A.C Camargo Câncer center, de São Paulo.

A boa-nova: uma plataforma recém-criada propõe reunir, organizar e divulgar os trabalhos mais relevantes do país. Coordenado pela fundação Instituto Vencer o Câncer, o banco de dados reúne 129 hospitais públicos e privados que conduzem pesquisas clinicas em doze estados, entre eles alguns de celebrada reputação, como o Instituto Nacional do Câncer, no Rio; o Hospital Pérola Byington, em São Paulo; o instituto de Câncer do Ceará; e o Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul.

A ferramenta (disponível no site www.vencerocancer.org.br/protocolos) permite, além do acesso a um valioso leque de informações oncológicas, a busca individual por meio das características do paciente.

Dessa forma, o usuário consegue se certificar se preenche ou não o perfil exigido para ingressar em um estudo clínico. De posse das informações, o doente pode entrar em contato direto com o centro de estudos, depois de consultar o seu médico. Diz Fernando Maluf, chefe do departamento de oncologia clínica da Beneficência Portuguesa e oncologista do Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo:  “A transparência vai pôr fim a um grande preconceito, o de achar que o voluntário de estudos clínicos é tratado como cobaia”. Em vergonhosos episódios do passado, as cobaias humanas chegaram a ser tratadas como párias.

Entre 1932 e 1972, o serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos realizou uma pesquisa que envolveu 600 homens – 201 eram saudáveis, outros 399 tinham sífilis, mas não sabiam ser portadores da doença. O detalhe: eram em sua grande maioria negros e não receberam a penicilina, de modo que, doentes e sem tratamento, puderam servir para que se entendessem as diferentes reações entre as pessoas medicadas e aquelas abandonadas ao avanço da doença.

Ao término do projeto, havia apenas 74 sobreviventes: 28 haviam morrido de sífilis e outros 100 de complicações decorrentes da doença. Em 1997, o então presidente Bill Clinton pediu desculpas formais a família das vitimas. Nunca mais os participantes de pesquisas médicas foram tratados com desdém.

Especial Revista Veja