TV Paga: consumidor poderá usar qualquer receptor em operadoras – Decodificador Unuversal


Mudança a vista no setor de TV por Assinatura no Brasil. Atualmente, as empresas de TV por assinatura, ao venderem canais pagos, instalam um aparelho próprio para o cliente ter acesso ao serviço. Ao conectar o receptor em uma antena, a pessoa passa a visualizar a lista de canais disponíveis no determinado satélite, a partir do serviço adquirido.

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2035/15, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que permite ao consumidor escolher o decodificador de sinal da TV por assinatura. O texto inclui a regra na Lei 12.485/11, que trata do serviço de TV paga.

A proposta torna nulas as cláusulas em contrato de TV por assinatura que vinculem a prestação do serviço à aquisição, ao aluguel, ao comodato ou ao recebimento de aparelho de decodificação da mesma empresa. O texto também veda qualquer bloqueio ao funcionamento de decodificador de terceiros, desde que o aparelho seja homologado e produzido de acordo com norma federal.

A matéria recebeu parecer pela aprovação do relator na comissão, deputado Heuler Cruvinel (PSD-GO). Ele concordou com o argumento do colega Rômulo Gouveia de que a obrigatoriedade do uso de decodificador da empresa é um caso de venda casada que prejudica o consumidor e impede a oferta de alternativas de mercado.

“Impedir a recepção de sinais pelos usuários que não disponham de decodificador fornecido pelo operador é pernicioso à competição e ao avanço tecnológico; representa uma atitude diferente da imposta em outros países, onde prevalece a competição entre fabricantes de equipamentos receptores em geral, barateando o serviço”, afirmou Cruvinel.

Normas

Pelo texto, as normas de decodificação e codificação serão feitas por entidade de normalização e aprovadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A agência editará regulamento para estabelecer padrões de decodificação, qualificação do usuário e condição de homologação.

O texto classifica como infração à ordem econômica a celebração de contrato de exclusividade entre a empresa de TV por assinatura e o fornecedor do decodificador.

De acordo com a proposta, as empresas de TV paga devem se adequar às novas regras em um ano.

Tramitação do projeto

A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o plenário. O texto foi rejeitado anteriormente pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

A matéria perdeu o caráter conclusivo por ter recebido pareceres divergentes (aprovação e rejeição) nas comissões que a analisaram.

O futuro da TV por assinatura

Muito apostam no fim da TV por assinatura nos países desenvolvidos muito em breve, devido ao crescimento dos serviços de Streaming como o Netflix, e o avanço da Internet que comporta mais facilmente transmissões de altíssima qualidade, inclusive ao vivo.

Como a maioria das operadoras de TV a cabo usa a mesma infraestrutura para TV, internet e telefonia fixa, ao poucos não faria mais sentido oferecer o equipamento de TV na assinatura (o receptor no caso), limitando-se a oferecer um aplicativo para as TVs smart, por exemplo.

O NET Now já está aqui para provar que ele talvez seja o futuro da maior operadora por aqui, desde que possa oferecer conteúdo ao vivo com qualidade, por exemplo.

Como hoje a maioria dos programas próprios da TV por assinatura já podem ser assistidos a qualquer hora e canal (vide os aplicativos Play da Globosat), a TV por assinatura deverá vingar até o dia em que outro serviço possa oferecer o conteúdo ao vivo com qualidade (programas esportivos e shows por exemplo). Sabemos que via Streaming já é possível, mas é apenas TV que possui dinheiro para adquirir os direitos de exibição dos principais eventos hoje em dia.

Já para as operadoras via satélite o futuro já é bem mais nebulosa. Caso as gigantes de TV a cabo consigam expandir rapidamente sua malha de cabos atingindo cidades menores e mais distantes, elas tenderão a se tornarem irrelevantes com o passar do tempo, ficando cada dia mais restritas para áreas rurais e municípios desassistidos pelos cabos.

WatchESPN: nova ferramenta para assistir esporte ao vivo vem revolucionando o mercado – TV por Assinatura em franca decadência


Mercado de TV por Assinatura em queda livre. Mais de 335 mil pessoas cancelaram suas assinaturas de TVs pagas nos últimos 12 meses. Por outro lado, os clientes de banda larga cresceram mais 5% no mesmo período. De olho nessa fatia do mercado e em busca de novos espectadores, as emissoras voltadas para o público esportivo começam a encontrar outras plataformas para exibirem seus conteúdos.

Pioneira nesse quesito, a ESPN disponibilizou boa parte de seus programas para quem não possui nenhum contrato com operadoras de TV. Desde maio, os fãs do esporte já podem acompanhar a emissora por meio da WatchESPN, inclusive transmissões ao vivo, serviços antes restrito aos assinantes. Basta ter algum provedor fixo de banda larga credenciado ao canal.

A própria CBF inovou na transmissão dos amistosos da seleção brasileira na Austrália na última semana. Sem acordo com a Globo, as partidas contra Argentina e Austrália foram exibidas pelas TVs Brasil e Cultura, além do Facebook, do site Uol e por um canal de internet exclusivo para assinantes da operadora de telefonia Vivo, uma das patrocinadoras da seleção.

No início do ano, os clássicos entre Atlético-PR e Coritiba, pelo Campeonato Paranaense, também foram veiculados apenas pela internet. Muitos clubes de futebol têm explorado a plataforma para transmitir entrevistas coletivas e algumas partidas ao vivo.

“A ESPN sempre foi uma empresa reconhecida pelo seu pioneirismo e pela inovação na entrega do conteúdo esportivo. Nossa missão é atender os fãs de esporte a qualquer hora e lugar. Dessa forma, oferecemos conteúdo em todas as plataformas, seja pela TV ou na internet, possibilitando o acesso das informações do mundo do esporte por computador, smartphone ou tablet. Essa entrega de conteúdo multiplataforma ocorre em mais de 60 países em todo o mundo onde a ESPN está presente”, explica German Hartenstein, diretor geral da ESPN no Brasil.

Variedade. A nova plataforma disponibiliza também um catálogo com 600 títulos. São documentários produzidos pela própria ESPN e outros exibidos pela emissora. “OJ Made in América”, que retrata a vida do ex-jogador de futebol americano OJ Simpson, acusado de assassinar a própria mulher, e que foi o vencedor do Oscar de melhor documentário em 2016, é o campeão de audiência.

Um dos grandes motivadores para que a ESPN investisse nesse tipo de plataforma é o fato de as TVs por assinatura fazerem parte de apenas 27% dos lares do país, bem diferente dos EUA, por exemplo, onde 90% dos domicílios contam com algum sistema de TV paga.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações, enquanto o número de clientes de TVs a cabo vem caindo drasticamente, o serviço de banda larga no país teve aumento de 5,28% nos últimos 12 meses. Até março deste ano, eram 27,17 milhões de assinantes. Mas pesquisa do Ibope aponta que 70% do público em geral ainda assiste a programas de esportes pela televisão.

“Embora o mercado da TV por assinatura aponte uma pequena queda no total de assinantes nos últimos meses, temos alcançado resultados cada vez melhores em todas as plataformas, seja TV, site ou nosso conteúdo no WatchESPN”, completa o executivo do canal esportivo brasileiro.

Opções. O Brasil tem três emissoras por assinatura com conteúdo voltados exclusivamente para o esporte: ESPN, SporTV e Fox Sport, mas os dois últimos ainda não oferecem serviço por banda larga.

Números. A CBF contabilizou 2,5 milhões de visualizações só no Facebook no amistoso contra a Argentina no dia 9 de junho, na Austrália. Já no jogo diante dos donos da casa, no dia 13, teve 1,4 milhão de visualizações.

Pela TV. Os jogos transmitidos pela TVs Cultura e Brasil tiveram praticamente a mesma audiência nos dois dias. Contra a Argentina, a TV Cultura teve média de 2,3 pontos, e a TV Brasil registrou 0,6. Contra a Austrália, na terça-feira, a TV Cultura teve média de 2,2 pontos, e a Brasil, 0,3. A média para o horário na TV Cultura foi cinco vezes maior que a normal.

NÚMEROS

100% a mais de audiência teve o serviço da ESPN após a ampliação

70% do público que assiste à televisão é consumidor de esportes

18,5 mi de pessoas no Brasil têm acesso à TV por assinatura

27,17 mi de brasileiros assinam alguma operadora de banda larga

“A plataforma vem atingindo recordes de acessos com as transmissões de eventos ao vivo, como Super Bowl, finais da NBA e jogos do futebol internacional, no qual tivemos a exclusividade da Premier League na última temporada. No entanto, como o novo modelo do WatchESPN para assinantes exclusivos de provedores de banda larga foi implantado no último mês, ainda não temos números que possam ser compartilhados. Esperamos o mesmo sucesso da plataforma disponível aos assinantes dos canais na TV por assinatura, que consomem em 2017 o dobro de conteúdo no WatchESPN no comparativo com 2016”, garante o diretor geral da ESPN no Brasil, German Hartenstein.

A emissora possui o WachtESPN desde 2011, mas antes o conteúdo era exclusivo para assinantes. O acesso à plataforma é feito de duas maneiras: via site (www.espn.com.br/watchespn) ou por meio do aplicativo para iOS e Android.

“Os fãs de esporte consomem conteúdo em todo lugar, seja na TV em casa, pelo site ou com a portabilidade do smartphone e do tablet para acessar nosso site ou programação ao vivo pelo WatchESPN. Uma plataforma alavanca a outra, e os resultados são melhores a cada ano”, diz Hartenstein.

Pacotes abaixo do custo das operadoras Claro TV, Net, e Sky: polícia prende quadrilha de operadora clandestina


Quadrilha que oferecia TV por Assinatura clandestina é desarticulada pela Polícia Civil. A Polícia Civil de São Paulo prendeu hoje (22) uma quadrilha que fornecia clandestinamente pacotes de TV por assinatura para mais de 5 mil pessoas no estado de São Paulo.

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eram oferecidos, abaixo do custo, pacotes das operadoras Claro TV, Net, e Sky nas cidades de Jaú e São Carlos, principalmente. Os criminosos atuavam também na capital paulista e na Baixada Santista.

Cinco pessoas foram presas em flagrante na operação, denominada Card Sharing. Elas são acusadas de participação em organização criminosa e estelionato. Segundo o Deic, a polícia iniciou a investigação após receber denúncia de uma das concessionárias sobre desvio de equipamentos e acesso indevido ao sistema.

A quadrilha tinha equipamentos de alta capacidade para distribuir o sinal para os clientes da organização criminosa. “Eles tinham uma estrutura organizacional tão bem trabalhada que tinham uma área técnica para fazer o suporte, uma área para venda, site na internet, davam suporte técnico”, disse o delegado José Mariano de Araújo Filho, responsável pela operação.

Além de vender clandestinamente o sinal das operadoras, a quadrilha comercializava receptores desviados das concessionárias e equipamentos de venda proibida no Brasil. De acordo com a polícia, a partir de agora, o foco das investigações será apurar a participação no esquema de empregados que prestam serviços terceirizados às concessionárias.

A pirataria de sinal de televisão por assinatura, conhecida como gatonet, alcança números surpreendentes no Brasil. Se fosse uma operadora oficial, já estaria em terceiro lugar entre as prestadoras do serviço.

Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) aponta que o furto de sinal de tevê por assinatura alcança 4,2 milhões de lares no país. Em agosto, 19,24 milhões de residências tinham assinatura de canais pagos, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Se fosse computada, a participação da gatonet seria de 21%, abaixo apenas das duas principais operadoras do país, a NET, que detém 53,30% do mercado, e a Sky/DirecTV, com 29,22%.

Hoje, não é mais tão simples puxar um cabo para roubar sinal por causa das barreiras tecnológicas. Mas a principal forma de piratear a tevê paga é através de equipamentos ilegais que desbloqueiam os sinais das operadoras.

Esses dispositivos também não são nada difíceis de ser encontrados, basta dar uma volta em uma feira de importados ou mesmo em shoppings populares. Os decodificadores não homologados pela Anatel entram no país em forma de contrabando. Recentemente, a ABTA fez uma parceria com a Receita Federal para intensificar a fiscalização e apreender equipamentos ilegais em Foz do Iguaçu, vizinha de Argentina e Paraguai. O local é considerado o principal ponto de entrada desses equipamentos no Brasil.

Sky Play: Sky Brasil, operadora de TV por assinatura via satélite vai lançar seu serviço de streaming


A Sky Brasil, operadora de TV por assinatura via satélite, não quer ficar de fora da lucrativa brincadeira de streaming, está prestes a lançar uma versão OTT de seu serviço. A ideia é levar o conceito multi-tela para quem já é cliente da empresa. O aplicativo, batizado Sky Play, terá ferramenta de vídeo sob demanda por streaming, mas também vai trazer canais lineares.

Os clientes poderão assistir à programação em qualquer dispositivo compatível: computador, tablet, smartphone ou smartv. “A gente vai lançar o produto em dois meses, com cinco mil  títulos VOD, vai ter canal linear. Mas nosso principal produto continuará a ser a TV por assinatura”, ressaltou Agricio Silva Neto, vice-presidente de marketing e programação da Sky Brasil, durante o evento NexTV Series, que aconteceu hoje, 19, em São Paulo.

A nova plataforma estará disponível tanto para os usuários pré-pagos, quanto para os pós-pagos da Sky. Segundo o executivo, a empresa se baseia na demanda do público, cada vez mais digital e ávida por assistir ao conteúdo em qualquer lugar, não apenas na TV.

“Os últimos três anos de recessão econômica fizeram com que todos nós revíssemos nosso consumo. O pré-pago, que a gente sempre achou que seria algo dedicado apenas à classe baixa, hoje atinge muita gente, é usado também por quem tem uma segunda casa. Vemos que [a TV por assinatura] tem ainda muito o que crescer, que conteúdo de qualidade tem seu lugar. Temos que pensar na forma como distribuir isso”, frisou.

Conforme os últimos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Sky Brasil terminou fevereiro com 5,2 milhões de assinantes de TV, praticamente mesma base de janeiro. Em um ano, perdeu 2,68% da base. A empresa é a segunda maior em número de usuários de TV paga no país, atrás apenas da Claro (Net).