Esquema de “gato” de TV por assinatura é desarticulado pela polícia, veja como funcionava


Uma quadrilha que fornecia clandestinamente pacotes de TV por assinatura para mais de 5 mil pessoas no estado de São Paulo foi totalmente desarticulada pela polícia. De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eram oferecidos, abaixo do custo, pacotes das operadoras Claro TV, Net, e Sky nas cidades de Jaú e São Carlos, principalmente. Os criminosos atuavam também na capital paulista e na Baixada Santista.

Cinco pessoas foram presas em flagrante na operação, denominada Card Sharing, ou CS. Elas são acusadas de participação em organização criminosa e estelionato. Segundo o Deic, a polícia iniciou a investigação após receber denúncia de uma das concessionárias sobre desvio de equipamentos e acesso indevido ao sistema.

Segundo a ABTA, hoje simplesmente puxar um cabo para roubar sinal é dificil por causa das barreiras tecnológicas. A principal forma de piratear a TV paga é através de equipamentos ilegais que desbloqueiam os sinais das operadoras. Esses dispositivos também não são nada difíceis de se encontrar.

Esses decodificadores não homologados pela Anatel entram no país em forma de contrabando. Recentemente, a ABTA fez uma parceria com a Receita Federal para intensificar a fiscalização e apreender equipamentos ilegais em Foz do Iguaçu, vizinha de Argentina e Paraguai. O local é considerado o principal ponto de entrada desses equipamentos no Brasil.

COMO FUNCIONAVA A OPERADORA DE TV CLANDESTINA

A quadrilha tinha equipamentos de alta capacidade para distribuir o sinal para os clientes da organização criminosa. “Eles tinham uma estrutura organizacional tão bem trabalhada que tinham uma área técnica para fazer o suporte, uma área para venda, site na internet, davam suporte técnico”, disse o delegado José Mariano de Araújo Filho, responsável pela operação.

Além de vender clandestinamente o sinal das operadoras, a quadrilha comercializava receptores desviados das concessionárias e equipamentos de venda proibida no Brasil. De acordo com a polícia, a partir de agora, o foco das investigações será apurar a participação no esquema de empregados que prestam serviços terceirizados às concessionárias.

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