Racionamento de água já atinge 102 cidades, veja as localidades em colapso na Paraíba


O número de municípios em colapso total de água dobrou nos últimos oito meses na Paraíba. Atualmente, a população de 41 cidades está sofrendo sem água nas torneiras há vários meses. Há um ano e meio, os moradores de Princesa Isabel, no Sertão do Estado, mudaram a rotina quando o açude Jatobá II, que abastecia a localidade, secou. São 21 mil pessoas que dependem da compra de carros-pipa ou da água fornecida pela prefeitura.

Maria do Socorro, 52 anos, funcionária pública, disse que gasta uma média de R$ 300,00 com a compra de água para abastecer a sua casa todo mês. “Antes desse colapso, eu pagava uma conta de apenas R$ 60,00, mas hoje passamos por isso e não temos previsão de quando teremos água do açude novamente, já que não chove na cidade”, ressaltou.

Já em Montadas, no Agreste, 5.611 moradores também enfrentam a falta de água e dependem da compra de água. A conselheira tutelar Luzia Pereira, 33 anos, disse que gasta R$ 150,00 por mês com a compra de um galão de água de 250 litros, mas, às vezes, chega o final do mês e falta. “Tento economizar ao máximo como reaproveitar a água de lavar a louça para dar descarga e não ter que gastar mais ainda dentro de um mês”, afirmou.

Relação das localidades em racionamento e em colapso na Paraíba:

Em racionamento – 102 localidades

Barra de São Miguel, Serra Redonda, Campina Grande, distrito de galante, distrito de São José da Mata, comunidade Jenipapo, Lagoa Seca, Alagoa Nova, Matinhas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Pocinhos, Queimadas, Barra de Santana, Caturité, Boqueirão, Boa Vista, Soledade, Cabaceiras, Juazeirinho, Cubati, Pedra Lavrada, Olivedos, São Vicente de Seridó, distrito de Serido, Remígio, Esperança, distrito de São Miguel, distrito Lagoa do Mato, distrito Cepilho, Monteiro, Prata, Ouro Velho, Amparo, Serra Branca, Parari, São João do Cariri, São José dos Cordeiros, Livramento, Gurjão, distrito de Santa Luzia do Cariri, Sumé, Arara, Solânea, Bananeiras, Jacaraú, Pedro Regis, Cacimba de Dentro, Araruna, Riachão, Tacima, Dona Inês, Belém, Caiçara, Logradouro, distrito de Rua Nova, distrito de Braga, distrito de Cachoeirinha, Pilões, Serraria, Pirpirituba, Sertãozinho, Serra da Raiz, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Patos, São Mamede, Várzea, Santa Luzia, São José do Sabugi, Cacimba de Areia, Passagem, São José de Espinharas, Areia de Baraúnas, Salgadinho, Quixaba, Assunção, Malta, Condado, São Bentinho, Emas, Teixeira, Imaculada, Bom Sucesso, Brejo dos Santos, Santa Cruz, Vieirópolis, distrito de São Pedro, Lastro, São Francisco, Riacho dos Cavalos, Lagoa, Uiraúna, Poço José de Moura, Santarém, Poço Dantas, Aguiar, Aparecida, Nazarezinho, Jericó, Mato Grosso, Cajazeiras e distrito de Engenheiro Ávidos.
Em Colapso – 41 localidades

Montadas, Areial, Algodão de Jandaíra, Caraúbas, Congo, Cuité, Nova Floresta, Barra de Santa Rosa, Frei Martinho, Nova Palmeira, Picuí, Riachão do Bacamarte, distrito Chã dos Pereiros, distrito Pontinhas, Puxinanã, Sôssego, Riacho Santo Antônio, Damião, distrito Barreiros, distrito Logradouro, distrito Cozinha, distrito Cachoeirinha, distrito de Bola, Aroeiras, Gado Bravo, distrito Novo Pedro Velho, distrito Pindurão, Matureia, Piancó, Princesa Isabel, Itaporanga, São José da Lagoa Tapada, Bernadino Batista, Carrapateira, Diamante, Monte Horebe, Boa Ventura, Bonito de Santa Fé, São José Piranhas, distrito de Gravatá e São José do Brejo do Cruz.

O racionamento em Campina Grande completa dois anos nesta terça-feira (6) e a previsão em um cenário sem chuvas é que haverá água nas torneiras até abril de 2017, caso a água esteja dentro dos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde. Segundo o gerente regional da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Ronaldo Menezes, o que vai definir o volume mínimo de retirada é a qualidade da água. “Podemos fazer projeções, mas o que vai contar é se água está dentro dos padrões de qualidade quando o açude chegar a um nível mais baixo”, ressaltou.

Em dezembro de 2014, quando começou o racionamento, Boqueirão estava com 24% da capacidade, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), hoje, o açude encontra-se com 5,3%. Atualmente, apesar do baixo nível da água, a Cagepa garante que a água que Campina Grande recebe é de qualidade para consumo humano e o modelo de racionamento atual não sofrerá alteração.
A Cagepa está usando bombas flutuantes para captar a água, pois o sistema convencional, que funciona por meio de gravidade, perdeu a eficácia. “Estamos fazendo um monitoramento diariamente para averiguar a qualidade da água e se há condições para abastecimento. Então, ninguém precisa se preocupar”, enfatizou.
Campina Grande, que é abastecida pelo açude de Boqueirão, faz parte da lista de 102 cidades que estão em racionamento na Paraíba atualmente. A esperança dos paraibanos é a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco, que está prevista para o primeiro trimestre de 2017.

Fonte: Cagepa

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