Taxa zero para automóveis uma armadilha que pode lhe custar caro


Taxa zero na hora do financiamento, por muitas vezes não passa de ilusão, uma verdadeira armadilha que pode lhe causar prejuízos.

Na hora de comprar um veículo, tamanho é documento. Não o do carro, mas sim o da
prestação do financiamento. Mas a pesquisa pelas melhores condições de pagamento deve
ir além do valor da parcela e do prazo a perder de vista. É preciso estar atendo às taxas cobradas pelas instituições financeiras e principalmente às cobranças disfarçadas, que podem estar embutidas nos juros e são reveladas apenas na hora de assinar o contrato. Ou mesmo depois disso.

O mito da taxa zero

Principal chamariz dos feirões realizados pelas montadoras, a tão vantajosa “taxa de juros zero” simplesmente não existe na prática. Calma, ela não é fruto da sua imaginação e sim um malabarismo marqueteiro para atrair os consumidores até à loja. Mesmo que a instituição financeira não cobre um valor adicional pelo dinheiro cedido para a aquisição do veículo, toda operação de crédito no Brasil inclui a cobrança de um imposto federal chamado IOF (Imposto Sobre Operações de Crédito), que é inserido nas parcelas do financiamento.

Por isso, se você pretende comprar um carro de R$ 30 mil e pretende financiar a cifra de R$ 24 mil em até 36 meses com a taxa de juros zero, saiba que o IOF cobrado nesse caso será de R$ 425,10. Isso quer dizer que, em vez de pagar R$ 666,66 por mês, o cliente irá desembolsar R$ 677,74, acréscimo que na prática transforma a tal taxa de 0% em uma taxa de 0,089% ao mês ou 1,068% ao ano. “Nas propagandas e comerciais isso é sempre informado em letrinhas minúsculas e o consumidor fica sabendo apenas na loja. É uma prática que pode ser considerada propaganda enganosa”, afirma Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Tarifa com pseudônimo

Outra cobrança que costuma engordar a taxa de juros zero é a famigerada Taxa de Cadastro, ou TC, uma tarifa cobrada para o início de relacionamento entre o cliente e a instituição financeira. Embora a cobrança seja autorizada pelo Banco Central, sua definição não é muito clara. “Quando abrimos uma conta-corrente em um banco, também precisamos pagar uma taxa de cadastramento para o início de relacionamento. Mas nesse caso o valor é, em média, R$ 30. Já no caso do financiamento para veículos, ela sobe para R$ 580”, conta Ione, que questiona os valores. “Se é a mesma taxa, por que tanta diferença?”. Ainda segundo a economista, é comum essa tarifa ser cobrada inclusive quando o consumidor já possui uma conta-corrente com a financiadora.

Nesse caso, por já possuir um relacionamento coma instituição financeira, a taxação é desnecessária. “Quando o consumidor se deparar com esses abusos, ele deve procurar um órgão de defesa do consumidor”, alerta Ione. A TC também se tornou uma maneira para
as concessionárias acrescentarem cobranças desnecessárias referentes a duas tarifas que eram comuns, mas que hoje estão proibidas: a Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), e a Tarifa de Emissão de Carnês (TEC). Então, fique atento aos valores calculados.

Peça sempre o CET

Para saber exatamente o que está incluído no valor total do financiamento e em cada uma das parcelas, o consumidor deve exigir nas autorizadas ou no banco um documento chamado CET, sigla para Custo Efetivo Total. Através desse documento – que é obrigatório em toda operação de crédito – é possível verificar de forma detalhada a composição da cobrança. Segundo carta circular publicada pelo Banco Central em abril de 2013, a financiadora deverá indicar em planilha o valor total do empréstimo, especificando qual foi a quantia exata liberada ao cliente, as despesas vinculadas à concessão de crédito e as tarifas e tributos da operação, além do custo do seguro, muitas vezes exigido como garantia do pagamento das parcelas.

Geralmente, as taxas são informadas em forma de percentual anual, e o consumidor pode e deve solicitá-las antes de fechar o negócio. “Toda e qualquer informação sobre condições de pagamento de um produto devem ser dadas previamente, antes de o consumidor decidir pela compra”, explica Renata Reis, supervisora de assuntos financeiros do Procon-SP. Além disso, através do CET é possível saber quanto está sendo cobrado de IOF, taxa de cadastro e se há alguma cobrança irregular como venda casada, taxa de avaliação de veículo e comissão do vendedor. Mesmo com todas as tabelas, valores e números nas mãos, não deixe de fazer bem as contas e comparar diferentes ofertas. Na busca por uma boa oportunidade, a pressa pode se revelar mais uma armadilha.

Informações via AutoEsporte

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Uma resposta para “Taxa zero para automóveis uma armadilha que pode lhe custar caro”

  1. Cara, essa matéria é do Auto Esporte do dia 07/04/2014…. Acredito que os valores e informações de sua matéria estejam desatualizados…… Exatamente a mesma notícia…..

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