Só para milionários: veja o que bancos oferecem para eles e não para você


O que você, simples mortal, não sabe o que seu banco oferece a uma pequena parte de seus clientes!

Eventos exclusivos com marcas de luxo, cursos de herdeiros e ingressos para sessões fechadas de shows, exposições, peças de teatro e torneios esportivos. Esses são apenas alguns exemplos dos “mimos” que os bancos oferecem aos clientes do private banking, segmento especializado no atendimento a milionários.

Para fazer parte do seleto grupo do segmento private, cada banco estipula uma “nota de corte”. Bradesco e Santander usam a mesma medida: é necessário ter, no mínimo, R$ 5 milhões em aplicações financeiras. Já no Citi, o cliente precisa ter patrimônio acima de US$ 25 milhões.

No Brasil, são cerca de 112 mil famílias nessa posição privilegiada, a maior parte em São Paulo e no Rio de Janeiro. Juntos, os endinheirados tinham R$ 831,6 bilhões em aplicações financeiras em dezembro, segundo os dados mais recentes da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Experiências que o dinheiro não compra

Como dá para notar, dinheiro não tende a ser um problema para esse tipo de cliente.

O que oferecemos são experiências que ele não pode comprar. Por exemplo, evento de relacionamento com marcas de bebidas para que o cliente experimente o produto e conheça a história da família que fundou a empresa.

Maria Eugênia Lopez, diretora do private banking do Santander

Herdeiros – Serviços Exclusivos

Para encantar os milionários, os bancos apostam em formação para herdeiros, no Brasil e no exterior. No Santander, por exemplo, os filhos de clientes participam de cursos em universidades como Columbia e Babson, nos Estados Unidos, e IE University, na Espanha.

O Bradesco promove, em São Paulo, um evento anual para os filhos dos clientes, com idade entre 22 e 32 anos. “São palestras e workshops sobre como se preparar para a sucessão empresarial, tanto como CEO quanto como membro do conselho [de administração]. Quando você faz para os filhos, acaba sendo algo que o pai ou mãe dá valor”, afirma João Albino Winkelmann, diretor do Bradesco Private Bank.

Os herdeiros dos clientes também são um dos principais focos do Citibank. O banco oferece um programa de formação para quem tem entre 30 e 45 anos, abordando temas de tecnologia, planejamento sucessório e liderança. O banco também promove, em Boston (EUA), um encontro entre famílias, com no mínimo duas gerações, para discutir temas como sucessão e transição em negócios familiares.

O cliente é extremamente sofisticado e busca experiências exclusivas. Garantimos essas experiências com eventos no exterior, focados em audiência pequena de clientes do mundo inteiro, que tenham expectativas similares.

Recessão: o que o brasileiro anda fazendo para fugir da crise e dívidas, pesquisa mostra


As dívidas cresceram para 24% dos entrevistados pela FGV Projetos em pesquisa feita a pedido da Fecomércio-RJ, para avaliar o impacto da crise na vida dos brasileiros. E somente 15% conseguiram diminuir as dívidas. São em sua maioria débitos não planejados provocados pela dificuldade de pagar os gastos correntes, o que foi realidade para 34% dos entrevistados.

A pesquisa mostra também que muitos brasileiros tiveram de recorrer a reservas financeiras, poupanças do período de bonança, para lidar com o aumento das despesas e a queda da renda.

Para resolver as dívidas, o brasileiro, segundo a pesquisa, negocia, vende bens, corta gastos, contrata mais empréstimos ou simplesmente deixa a dívida caducar e usa o cartão de crédito de parentes e amigos.

Christian Travassos, economista da Fecomércio-RJ, diz que as perspectivas para 2017 são de recuperação, mesmo com o aumento de endividamento observado na pesquisa. A esperada queda das taxas de juros (o mercado espera que a Selic caia dos atuais 14,25% ao ano para 13,75%) e o alívio da inflação (pode recuar de 8,74% para 7,34% no fim do ano pelas projeções) poderão dar mais fôlego para o crédito no país:

O crédito ainda pode se expandir. Existe um mercado muito expressivo.

Dívida não faz parte do vocabulário do casal formado pelo arquiteto Ronald Goulart e pelo design Júnior Grego. Goulart diz que sempre pagou tudo à vista.

Do imóvel ao automóvel, nunca fiz uma prestação, nunca paguei menos que o total da fatura do cartão, nunca entrei no cheque especial. Tenho medo de dívida. Sou profissional liberal, nunca sei com quanto vou fechar o mês.

A analista de economia comportamental e pesquisadora da USP Carol Franceschini afirma que o brasileiro não tem renda alta e acaba não planejando o consumo e, por isso, se endividando:

Não temos o hábito de planejar. Se está chegando o Natal, vai na loja, parcela em dez vezes e ainda acredita que é sem juros.

Roberto Meireles, coordenador da FGV Projetos e responsável pela pesquisa, afirma que o resultado não surpreende.

O brasileiro está muito acostumado com o conceito de parcelar, que é um endividamento.

Qual a saída?

Roberto Meireles, coordenador da FGV Projetos e um dos responsáveis pela pesquisa, vê chance de retomada rápida do consumo, já que a maior parte dos cortes foi em supérfluos. Dos 66% que mudaram hábitos, 57% deixaram de comprar algum produto ou serviço e 55% pesquisaram mais antes de comprar. Só 3% mudaram os filhos de escola e 5% cancelaram plano de saúde.

O brasileiro é crédulo e parcela. Compra a geladeira em 24 vezes quando recupera a confiança. É uma nação adolescente.

O economista Manuel Thedim, diretor do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets), discorda. Acredita que a crise deixará um rastro de incerteza, tornando o consumidor mais conservador:

O brasileiro é mais cínico que otimista. No fundo, está preocupado, porque já apanhou tanto.

Informações via OGlobo

No prejuízo: Volkswagen quer vender Ducati e MAN para cobrir despesas do dieselgate


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A montadora Volkswagen ainda não confirma, mas fontes ouvidas pela agência de notícias Bloomberg garantem que o grupo alemão terá que se desfazer de algumas marcas por conta das implicações do dieselgate. Segundo informado, o plano estratégico de gestão apresentado ontem (16) inclui a possibilidade de colocar à venda a divisão de caminhões MAN e a fabricante de motos Ducati, embora sem grande detalhes. O objetivo será arrecadar dinheiro para custear as despensas ocasionadas pelo escândalo de emissões.

Especialistas de mercado avaliam que este seria o momento ideal como vendas as marcas, especialmente a MAN pelo fato de o mercado de caminhões da Europa estar em plena força. Se aprovada a proposta, o dinheiro arrecadado poderá custear as despesas com o caso (estima-se mais de US$ 25 bilhões com recalls, multas e processos) e financiar o lançamento de novos carros elétricos – anunciados como prioridade no novo plano estratégico.

Gerente de Banco Chinês espanca funcionários por baixo rendimento – Vídeo


Um gerente de banco chinês é flagrado batendo em empregados com baixo rendimento com uma pá em um vídeo que veio à tona na web.

O vídeo mostra os funcionários em um banco comercial rural em Changzhi, norte da China, apanhando na frente de outros trabalhadores, de acordo com o jornal chinês China Daily Popular, que postou no Facebook.

ATRASO CHINÊS

A China ainda não cumpre as normas internacionais de direito do trabalho. Os funcionários não podem escolher os seus representantes coletivos de trabalho, enquanto os empregadores não são legalmente obrigados a negociar com os trabalhadores.