Renault Kwid encara Fiat Mobi 2018 – Comparativo: preço, ficha técnica e consumo


O visual é aventureiro, o motor é 1.0, o porte é semelhante e o preço, próximo. O Fiat Mobi Way (que parte de R$ 41.260 e tem 17 cm de altura livre) acaba de ganhar um oponente à altura, o Renault Kwid, que na versão mais cara, Intense, é tabelado em R$ 39.990 e tem 18 cm de distância do chão.

A briga foi apertada, mas só no que diz respeito a espaço, quesito em que ambos são bastante limitados. No comparativo, o Kwid venceu com ampla vantagem (veja notas na próxima página). O estreante da Renault anda mais, gasta menos, é mais bem equipado e tem seguro inferior.

Com seus 3,6 m de comprimento, o Mobi é apertado no banco traseiro e tem porta-malas minúsculo (215 litros). O Kwid (3,68 metros) é mais espaçoso e oferece bagageiro maior (290 litros). Porém, se o motorista abrir levemente o braço, bate o cotovelo na porta.

O Kwid tem motor 1.0 de três cilindros, bem mais moderno que o quatro-cilindros do Mobi. Embora seja menos potente (70 cv, ante 75 cv do Fiat), o Renault leva vantagem na boa relação peso-potência (11,2 kg/cv, contra 12,9 kg/cv.

Graças a isso, o Kwid é bem mais ágil e econômico: com gasolina, faz média de 15,6 km/l na estrada. O Mobi faz 14,2 km/l de média rodoviária. Até os pneus mais finos colaboram para a redução de consumo, por causa do menor atrito: no Renault, eles são 165/70; no Fiat, 175/65.

Menos área de contato significa menos estabilidade, mas o Kwid apresentou bom comportamento em curvas fechadas.

Ainda em termos de segurança, o Renault tem quatro air bags (contra os dois frontais, obrigatórios do Fiat), além de duplo sistema Isofix para fixação de cadeira infantil. O Mobi não oferece o dispositivo.

Outra vantagem do Renault está nos três apoios de cabeça no banco traseiro (dois no Fiat), embora nenhum dos carros seja apropriado para acomodar com algum conforto mais do que duas pessoas atrás.

A isolação acústica é bem melhor no Mobi. No Kwid, ouve-se facilmente o ruído vindo do motor, da transmissão e da suspensão. O Fiat também apresenta melhor acabamento: percebe-se preocupação com as texturas, coisa que não se vê no rival. O Renault tem muitos parafusos aparentes, mas compensa isso com uma vantajosa relação custo-benefício.

Kwid vem mais bem equipado que o Mobi

Em termos de equipamentos, o Kwid também leva a melhor sobre o Mobi. Afora os itens adicionais no que diz respeito à segurança, só o modelo da Renault oferece de série, na versão mais cara, central multimídia de 7” com câmera de ré e navegador GPS. No Mobi, há o opcional Live On (R$ 2.511), que transforma o smartphone em sistema de entretenimento. O pacote inclui limpador/desembaçador traseiro.

O Mobi Way oferece alternativamente outro opcional, que inclui som convencional e o kit limpador/desembaçador, por R$ 2.194. Nos dois casos, há comandos de sistema de som no volante, conforto inexistente no carro da Renault.

O Kwid tem direção elétrica, mais eficiente que a hidráulica do Mobi. O curioso é que até agora a Fiat só oferece o sistema elétrico de direção para o Mobi Drive, única versão com motor de três cilindros.

No subcompacto da marca italiana, os botões de vidros elétricos estão na porta, posição melhor que no Renault (no painel). O Fiat é superior também por oferecer ajuste de altura na coluna de direção. No Kwid, coluna e banco não têm esse tipo de regulagem, talvez chegue em 2019.

Outra desvantagem no carro da Renault é que as portas não têm travamento automático, em função da velocidade. Além disso, os espelhos retrovisores são muito pequenos.

Opinião

‘SUV compacto’?
O Kwid está despertando a atenção nas ruas. No fim de semana, um vizinho veio me perguntar se aquele era o tal “SUV dos compactos”. Naquele instante, percebi que o marketing da Renault foi certeiro. “Sim”, respondi. Aquele era o carro que a marca estava vendendo como “SUV”. Por mais que discordemos da banalização do termo (SUV é a inicial, em inglês, de veículo utilitário-esportivo), o Kwid atende às especificações determinadas pelo Inmetro: tem 18 cm de altura do solo, 24º de ângulo de entrada e 40º de saída.

O Way, o mais alto dos Mobi, é apenas 1 cm mais baixo que seu oponente (17 cm). Além disso, tem ângulos menores tanto na frente (21º) quanto na traseira (32º). Pelos critérios do Inmetro (que prevê altura mínima de 18 cm e ângulos de entrada e saída de 24 e 19º, respectivamente), um é “SUV”; o outro, não. Mas, marketing (e Inmetro) à parte, ambos vão brigar na mesma categoria.

Renault Captur 1.6 CVT x Nissan Kicks 2018


Eles são feitos por marcas “irmãs”, mas têm pouco em comum. Entre as semelhanças, está o câmbio automático CVT, que o Captur passa a oferecer em conjunto com o motor 1.6. O Kicks, que acaba de ser nacionalizado, traz a mesma caixa, mas com pequenas diferenças no ajuste. No duelo entre a versão Intense do Renault (de topo com motor 1.6) e a SV (intermediária) do Nissan, o Kicks venceu com ampla vantagem.

Tabelado a R$ 85.600, o Nissan supera em quase tudo o Captur Intense, a R$ 88.400. O Kicks é mais bem acabado, confortável e moderno. Além disso, é mais ágil e tem melhor estabilidade. A vitória só não foi ainda mais folgada (veja notas no quadro abaixo) porque as cotações de seguro do Nissan são de assustar. Uma seguradora pede quase R$ 8,5 mil pela cobertura do utilitário, ante a média de R$ 2,7 mil do Renault.

Nenhum dos dois tem desempenho exemplar, principalmente porque a caixa CVT é ruim. Quando o motorista precisa ganhar velocidade rapidamente e pisa fundo no acelerador, a transmissão continuamente variável demora a responder e eleva demais a rotação do motor, aumentando o nível de ruído. Isso é mais acentuado no Captur, cujo 1.6 gera 120 cv apenas com etanol no tanque.

No Kicks, a vida do motorista é mais fácil principalmente em acelerações graduais, feitas a partir de rotações médias. Nesse caso, o conjunto, que traz um 1.6 de 114 cv, tem funcionamento mais eficiente que o observado no Renault, deixando o Nissan mais esperto. Para isso, contribui o fato de o Kicks ser 154 kg mais leve que o Captur.

O Nissan, feito em Resende (RJ), se sai melhor no quesito estabilidade por ter suspensão mais bem acertada que a do Renault – cuja linha de produção está instalada em São José dos Pinhais (PR). O Kicks também tem respostas de direção mais precisas, que auxiliam em curva e também em mudanças bruscas de trajetória.

Apesar de ser mais gostoso de dirigir, no Nissan é mais difícil encontrar a melhor posição de guiar. O motorista perde muito tempo tentando encontrar a combinação ideal entre altura do banco e ajustes longitudinais e do encosto. Muitas vezes, já em movimento, percebe que ainda não está confortável.

Além disso, o apoio para cabeça, sobre o banco, é muito pronunciado para a frente, o que gera incômodo. Ao menos o volante tem ajuste longitudinal, enquanto o do Renault traz apenas regulagem de altura. No mais, a ergonomia do Kicks é bem superior à do Captur. Tudo na cabine do Nissan fica mais à mão que na do rival. Sua central multimídia, aliás, é bem mais fácil de usar.

Aliás, há um abismo entre a qualidade do acabamento dessa dupla. O do Captur é apenas mediano, com muito plástico duro e materiais que remetem à qualidade inferior. O do Kicks é bonito e bem feito. No espaço para os passageiros de trás, os dois vão bem, mas o Renault é mais amplo. No caso do porta-malas, os dois se equivalem.

Equipamentos

Esses utilitários vêm bem equipados de série. Em ambos há central multimídia com navegador GPS, câmera atrás e partida por botão, entre outros itens. Só o Nissan traz ar-condicionado digital (automático no Renault) e auxílio para partida em rampa.

Em compensação, o Captur tem controle de tração, enquanto o Kicks traz apenas o de estabilidade. O paranaense também vem de fábrica com quatro air bags, sendo dois laterais – o fluminense traz apenas os obrigatórios frontais. Os faróis de LEDs são de série no Renault. No Kicks, estão em pacote de R$ 3 mil, vendidos com bancos de couro – que custam R$ 1,5 mil no Captur.

OPINIÃO:

Captur e Kicks são derivados de modelos de entrada de suas respectivas fabricantes. No caso do Renault, a base é a mesma de Logan e Sandero e faz dele uma espécie de Duster com traje mais bonito.

O Nissan, por sua vez, utiliza a base de March e Versa. Na prática, ao volante do Captur, quem conhece bem seus “irmãos” mais pobres não terá nenhuma dúvida em relação ao parentesco com o Sandero.

Esse DNA está na dirigibilidade (não muito boa) e em alguns aspectos da cabine, inclusive o acabamento. Já quem dirige o Kicks é incapaz de associá-lo ao simplório March. A sensação é de estar em um carro completamente diferente do hatch. A dirigibilidade é muito superior, assim como o conforto ao rodar.

Não há nada na cabine do Nissan que remeta aos interiores de seus “irmãos” mais pobres. Com o Kicks, a Nissan mostrou que sabe transformar um carro de entrada em um sofisticado. Nenhum outro utilitário compacto derivado de veículo de entrada se distancia tanto de seus pares menos badalados. Nem mesmo o HR-V, cuja plataforma é a do Fit. Da dupla March/Versa, o Kicks só tem uma coisa, que é um de seus pontos fracos: a mecânica.

Renault Captur 1.6 CVT 2018 chega nas lojas por R$ 84.900


O Renault Captur ganhou uma nova combinação de câmbio e motor, agora com o propulsor 1.6 flexível de até 120 cv aliado ao inédito câmbio automático CVT na gama. O modelo será vendido em duas versões, Zen e Intense, que chegam às lojas por R$ 84.900 e R$ 88.400, respectivamente.

O modelo será a opção intermediária do recente SUV da Renault, que em fevereiro deste ano foi lançado nas versões 1.6 manual Zen e na 2.0 automática de quatro marchas, Intense. Com ela, a marca francesa pretende fazer 60% das vendas do produto.

De série, o Captur 1.6 CVT traz ar-condicionado manual, bancos revestidos de tecido, computador de bordo, partida por botão, direção eletroidráulica, controlador de velocidade de cruzeiro, sensor de obstáculo traseiro, quatro air bags e controles de estabilidade e tração, além de assistente de partida em rampa e retrovisores rebatíveis eletricamente. Como opcional da versão Zen, o kit da central multimídia e a câmera de ré sai por R$ 2.500.

A mais, a versão Intense oferece câmera de ré, rodas de 17” diamantadas, ar-condicionado automático, sensores crepuscular e de chuva, faróis de neblina de LED com função cornering, que acendem acompanhando o movimento do volante nas curvas, e central multimídia com navegador GPS. O único opcional é o revestimento de banco de couro por R$ 1.500.

Motor e consumo. O motor 1.6 flexível é o mesmo utilizado na versão de entrada e também pelo Sandero e Logan. Ele rende até 120 cv de potência e 16,2 mkgf de torque quando está rodando com etanol. Assim como nas outras versões, a suspensão dianteira é do tipo McPherson e a traseira é semi-independente.

Segundo dados divulgados pela Renault, o Captur 1.6 CVT faz 7,3 km/l com etanol e 10,5 km/l com gasolina em ciclo urbano, enquanto em trecho rodoviário o consumo fica em 8,1 km/l com etanol e 11,7 km/l com gasolina.

Os números são bem próximos aos da versão manual, que faz 7,6 km/l com etanol e 10,9 km/l com gasolina na cidade e 8 km/l e 11,3 km/l com gasolina na estrada, também de acordo com a fabricante.

São quatro opções de cores monoton (branca, cinza, prata e preta), além de nove combinações bitons: branca com teto preto, marfim com teto preto, preto com teto marfim, laranja com teto preto, vermelho com teto preto, prata com teto preto, prata com teto preto, cinza com teto preto, marrom com teto preto e marrom com teto marfim. As opções biton acrescentam R$ 1.400 ao valor do carro.

Valores:

1.6 Zen Manual: R$ 78.900

1.6 Zen CVT: R$ 84.900

1.6 Intense CVT: R$ 88.400

2.0 Intense Automática: R$ 91.900

Renault Oroch Express 2018 tem preço divulgado, veja detalhes


A francesa Renault mostrou uma versão de trabalho da Oroch, a Express. Voltada para o uso comecial, a novidade custa R$ 66.190 e vem com motor 1.6 de 120 cv e câmbio manual. Desprovida de itens estéticos, vem com rodas de ferro sem calotas e para-choques pretos.

Como opcional, pode até receber ar-condicionado e vidros elétricos por R$ 3.400 extras. Há ainda extensor de caçamba e grade de proteção do vidro traseiro por R$ 1.200.

Duste Oroch – Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault.

Ao menos, há direção assistida, eletro-hidráulica, de série e ganchos de fixação de cargas na caçamba, que leva 680 kg. Também há protetor de caçamba de série.

Valor: R$ 66.190

Ano/modeloCódigo FIPEPreço (R$)
2016 Gasolina025232-863.484,00
2017 Gasolina025232-867.084,00
2018 Gasolina025232-869.843,00
Zero KM Gasolina025232-875.917,00