Toyota: Corolla GLi sai de linha para a chegada do Yaris 2018


A rede da Toyota já está recebendo o comunicado da retirada de linha da versão mais barata com bancos em tecido do Corolla, a GLi. Os pedido não serão mais aceitos a partir do fim deste mês.

Essa configuração, voltada à vendas diretas, tinha preço de R$ 69.990, e agora sai do catálogo, de linha de produção. Com isso, o Corolla mais barato passa a ser o GLi automático com bancos de couro, com preço de R$ 91.990.

No lugar do Corolla mais acessível, a marca colocará no ano que vem o Yaris (foto abaixo), que chega ao mercado brasileiro nas versões sedã e hatch. Como terá preço inicial aproximado de R$ 68 mil com câmbio automático, o Yaris será o substituto perfeito do Corolla nesta missão de vendas especiais.

Sobre o assunto, a Toyota tem um posicionamento oficial: “A Toyota do Brasil suspendeu temporariamente o recebimento de novos pedidos para o Corolla versão GLi Tecido.

A medida visa equilibrar a demanda existente para todas as versões do modelo, considerando a atual capacidade de produção do Corolla, o sedã médio mais vendido do Brasil.

Ao público PcD (Pessoas com Deficiência) que aguarda em fila de espera e possui necessidade imediata do veículo, a Toyota oferece, em condição especial e por tempo limitado, a versão GLi Couro automática do Corolla com 15% de desconto, além da isenção de 11% de IPI pelo canal de Vendas Diretas”.

Toyota: Hilux e Etios 2018 têm aumento de valores


A Toyota fez reajustes na tabela de preços da linha Etios e da picape Hilux. No caso do compacto, toda a gama ficou mais cara e a maior diferença está na versão Platinum que subiu R$ 800 e agora sai a R$ 65.990 na carroceria hatch, enquanto na sedã o acréscimo foi de R$ 840 (R$ 69.430).

No caso da picape Hilux, o maior aumento foi na versão topo de linha SRX, que chegou a exorbitantes 191.900 graças a uma diferença de R$ 980. Ela é equipada com motor 2.8 turbodiesel e câmbio automático de seis marchas.

Confira a lista com todas as mudanças de preços da linha Etios e Hilux

Hilux:

Hilux diesel 4X4 Chassi manual: de R$ 118.330 por R$ 118.950 (R$ +620)
Hilux diesel 4X4 Cabine Simples manual: de R$ 122.260 por R$ 122.900 (R$ +640)
Hilux diesel 4X4 Cabine Dupla Standard manual: de R$ 134.900 por R$ 135.600 (R$ +700)
Hilux diesel 4X4 Cabine Dupla SR automático: de R$ 154.620 por R$ 155.400 (R$ +780)
Hilux diesel 4X4 Cabine Dupla SRV automático: de R$ 169.520 por R$ 170.400 (R$ +880)
Hilux diesel 4X4 Cabine dupla SRX automático: de R$ 190.920 por R$ 191.900 (R$ +980)

Etios:

Toyota Etios X 1.3 manual (hatchback): de R$ 46.090 por R$ 46.650 (R$ +560)
Toyota Etios X 1.3 automático (hatchback): de R$ 50.990 por R$ 51.610 (R$ +620)
Toyota Etios XS 1.5 manual (hatchback): de R$ 51.290 por R$ 51.920 (R$ +630)
Toyota Etios XS 1.5 automático (hatchback): de R$ 56.190 por R$ 56.880 (R$ +690)
Toyota Etios Ready 1.5 automático (hatchback): de R$ 59.990 por R$ 60.720 (R$ +730)
Toyota Etios XLS 1.5 automático (hatchback): de R$ 61.590 por R$ 62.340 (+750)
Toyota Etios Cross 1.5 automático (hatchback): de R$ 64.490 por R$ 65.280 (+790)
Toyota Etios Platinum 1.5 automático (hatchback): de R$ 65.190 por R$ 65.990 (+800)
Toyota Etios X 1.5 manual (sedã): de R$ 50.790 por R$ 51.410 (R$ +620)
Toyota Etios X 1.5 automático (sedã): de R$ 55.690 por R$ 56.370 (R$ +680)
Toyota Etios XS 1.5 manual (sedã): de R$ 54.090 por R$ 54.750 (R$ +660)
Toyota Etios XS 1.5 automático (sedã): de R$ 58.990 por R$ 59.710 (R$ +720)
Toyota Etios XLS 1.5 automático (sedã): de R$ 64.390 por R$ 65.180 (R$ +790)
Toyota Etios Platinum 1.5 automático (sedã): de 68.590 por R$ 69.430 (R$ +840)

Jeep Compass x Toyota Corolla 2018 – Comparativo dos carros mais vendidos de sua categoria


Os queridinhos do Brasil. Jeep Compass e Toyota Corolla são os novos queridinhos do brasileiro. Longe de pertencerem a segmentos populares, os dois frequentemente aparecem na lista dos dez carros mais vendidos do País.

 Além disso, dominam os emplacamentos de seus respectivos segmentos, deixando pouco espaço para a concorrência. Embora pertençam a categorias diferentes, atraem o mesmo perfil de consumidor, que faz questão de conforto e, geralmente, precisa de espaço para a família. Mas qual deles é a melhor opção?

Reunimos as versões com os preços mais próximos. O Corolla comparece na opção de topo, Altis, a R$ 116.990. Para encará-lo, a linha Compass é representada pela Longitude, a intermediária entre as versões com motor 2.0 flexível.

O preço inicial de R$ 112.490 já garante ao Jeep uma nota maior nesse quesito. Porém, para receber alguns itens que vêm de série no Toyota, a tabela do utilitário chega a R$ 119.035.

Essa é uma das razões para a vitória ao sedã médio, que triunfou nesse duelo também graças aos custos menores de manutenção e seguro, ao desempenho superior e ao menor consumo.

Renovado no início do ano, o Corolla recebeu, finalmente, controles de estabilidade e tração, reforçando a oferta de itens de segurança.

Não é só por isso que, em movimento, o Toyota é mais estável que o Jeep. O Corolla tem centro de gravidade mais baixo e respostas de direção mais diretas. Esses fatores o deixam mais esperto em mudanças de trajetória.

A carroceria do Compass balança mais em alta velocidade e o carro se mostra um pouco anestesiado nas respostas aos comandos da direção.

Ainda assim, os sistemas de comando eletrônicos e as suspensões independentes nas quatro rodas – no Corolla o conjunto traseiro tem eixo de torção – deixam o Compass estável (para um utilitário). Ele é também bastante confortável. Quem está a bordo não sente tanto os impactos contra pisos ruins e buracos, por exemplo.

Apesar de ser mais baixo e ter sistema de suspensão inferior ao do rival, o Corolla não fica atrás no quesito conforto ao rodar. O bem-estar a bordo, aliás, é um dos pontos altos do sedã.

Pé no acelerador

Na hora de acelerar, o Toyota é superior por ser mais leve e ter câmbio melhor. Trata-se de um automático CVT, mais voltado ao conforto que ao desempenho.

Ainda assim, é eficiente e, se não faz do carro um exemplo de agilidade, ao menos o deixa melhor que o Jeep em acelerações e retomadas de velocidade. A transmissão do Corolla casou bem com o 2.0 flexível de até 153 cv.

O motor do Jeep, também 2.0, gera 166 cv e tem torque semelhante ao do Toyota. Porém, seu câmbio automático de seis marchas não tem a mesma eficiência da caixa do sedã.

O Compass não chega a ser lento, mas demora mais que o Corolla para ganhar velocidade. Nos dois a aceleração ocorre de forma bastante gradual.

Detalhes

Em equipamentos, o Corolla tem nota igual à do Compass por trazer pacote mais amplo de itens de série. Porém, quando se consideram os opcionais, só o Jeep traz teto solar, vendido por R$ 6.800.

Os dois carros saem de fábrica com ar-condicionado com duas zonas de temperatura, faróis de LEDs, controlador de velocidade e central multimídia com navegador GPS – apenas a do Toyota traz toca-DVDs e TV digital.

Além disso, apenas o sedã, que não tem opcionais, tem sete air bags – no Compass, as bolsas extras vêm em um pacote de R$ 3.045. Bancos de couro também são de série no Corolla e extras no Jeep (o kit que traz o item custa R$ R$ 3.500). O Compass também tem sua exclusividade de série: o freio de estacionamento elétrico.

No quesito espaço, os dois carros são equivalentes. O Corolla tem distância entre os eixos e porta-malas maiores. O Compass contra-ataca com o teto mais alto. Além disso, é mais fácil organizar as malas em seu bagageiro, graças à ampla abertura da tampa.

Uma peculiaridade bastante irritante do Jeep é o som muito alto do alarme.

O acabamento de ambos é bom. O do Corolla é mais benfeito e traz materiais de ótima qualidade, embora não se destaque pela beleza. No Compass, por sua vez, o visual interno agrada mais aos olhos.

Nova Nissan Frontier desafia rivais em versões de topo – Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger – Comparativo


Comparativo. As principais representantes do segmento de picapes médias passaram por renovação nos últimos anos. Agora, é a vez de modelos com vendas menos significativas mudarem, na tentativa de ganhar força na categoria. É o caso da Nissan Frontier, cuja nova geração desafia os três modelos mais emplacados do País: Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.

Apesar de ser a mais “velha” desse grupo, a Ranger, que parte de R$ 185.190 na versão Limited, continua imbatível. A Ford venceu o comparativo por ter motor potente e câmbio eficiente, além de ampla lista de itens de série – com destaque para equipamentos de segurança como sete air bags, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.

O segundo lugar ficou com a S10 High Country que, tabelada a R$ 179.590, se destaca pelos bons preço e mecânica. A Frontier, terceira colocada, sai a R$ 166.700 na versão LE e, além do bom custo-benefício, tem suspensão bem ajustada.

A Hilux ficou na “lanterna”. Com preço de R$ 190.920, a versão SRX é a mais cara deste comparativo e também a com cotações de seguro mais altas. Além disso, diante do motor das rivais, o da Toyota é fraco.

De série, todas têm controles de tração e estabilidade, seletor eletrônico de tração, central multimídia, auxílios de partida em rampa e descida e câmera traseira. Assim como a Ranger, a Hilux traz sete air bags, ante dois da S10 e Frontier. Mas apenas a Toyota tem volante com ajuste de profundidade.

O motor 3.2 da Ranger gera 200 cv e entrega torque mais suavemente que o 2.8 (com a mesma potência) da S10. Isso ocorre graças ao ajuste do câmbio, mais linear nas marchas curtas, enquanto a rival tem um atraso na resposta e faz uma entrega mais ríspida.

O biturbo 2.3 de 190 cv da Frontier é suave e responde bem, mas não faz uma sincronia perfeita com o câmbio – especialmente em trechos de serra, quando fica trocando marchas o tempo todo.

Já o câmbio da Hilux é bom e ajuda a compensar a falta de potência do motor 2.7, que produz 177 cv. Ainda assim, a Toyota é mais lenta que as rivais para retomar velocidade.

A direção elétrica da Ranger tem peso ideal, mesmo em altas velocidades. Para uma picape, suas respostas são até diretas. Na S10, que também utiliza assistência elétrica, os comandos são mais lentos e a sensação é de que a dianteira é mais pesada que a das rivais.

Frontier e Hilux têm direção hidráulica, cujas respostas são bem semelhantes, mas mais lentas que as das elétricas.

A suspensão firme da S10 evita que a carroceria incline muito em curvas e pule demasiadamente em pisos ruins. A Ranger tem comportamento parecido, mas sacoleja um pouco mais quando está fora de estrada.

A Frontier é a única que não usa feixe de mola atrás, e sim eixo rígido com braços arrastados. A configuração privilegia o conforto sem perder vocação para o trabalho duro. A Toyota tem suspensão mole, que gera sensação de insegurança em curvas e faz o sistema de estabilidade intervir muito cedo.

Cabines têm concepções diferentes

No geral, a vida a bordo é semelhante nas quatro picapes do comparativo. Em todas, o espaço interno é bom para quatro adultos. O quinto sofre, por causa do túnel central alto.
Entre os mimos, Frontier e Hilux têm partida por botão e faróis de LEDs, enquanto a Ranger traz farol alto automático e a S10 oferece o sistema OnStar de concierge, rastreamento e bloqueio do motor. Embora tenha alerta de colisão frontal e saída involuntária de faixa, não há sistemas automáticos para evitar acidentes.

Por dentro, o acabamento da Nissan é o mais sóbrio e sisudo das quatro picapes. Há poucas aplicações cromadas e sem diferenciações no desenho do painel e tom de revestimento.

Ford, Chevrolet e Toyota, apesar de terem cabines bem diferentes, são igualmente bem acabadas, com materiais que mesclam cores e agradam. Na Ford, há plástico em exagero.

Na Hilux, é mais fácil encontrar a melhor posição de dirigir, graças ao ajuste de profundidade no volante – as demais só têm o de altura. A Frontier é a que tem a posição de dirigir mais elevada mesmo com o banco no ajuste mais baixo. Isso deixa os joelhos muito altos e próximos do volante.

Na Ranger e na S10, os bancos dianteiros abraçam melhor os ocupantes nas laterais. A Frontier e a Toyota têm suportes laterais mais baixos e, por isso, motorista e passageiro dianteiro escorregam mais.

A Ford traz comandos bem à mão. Muitos podem ser acessados pela tela da central multimídia, que é sensível ao toque. O painel de instrumentos tem duas telas configuráveis.

A S10 tem mais botões e o painel, convencional, tem uma pequena tela do computador de bordo. Os quadros de instrumentos de Hilux e Frontier têm configuração semelhante. Nas três picapes médias, é fácil visualizar todos os dados.

A central multimídia da Ford é a mais rápida e intuitiva, mas ainda sem integração com Android Auto e Apple CarPlay. As de Frontier e S10 são compatíveis com esses sistemas. Já a da picape Toyota tem TV digital, mas é a que apresenta as respostas mais lentas aos comandos.

Opinião
Conforto agora é essencial
As picapes médias não são meu tipo favorito de veículo como principal opção da garagem, mas têm um espaço garantido no meu coração para os finais de semana na fazenda, onde fazem todo o sentido. Independentemente disso, é notório que o conforto se tornou prioridade no segmento. Isso porque, mais que a robustez para o trabalho, elas também são carros que garantem imagem de status na cidade, onde são cada vez mais comuns. A Frontier mostrou uma evolução e tanto, mas não foi páreo para bater Ranger e S10 em termos de dirigibilidade, e, no caso da Ford, também em equipamentos. Ainda assim, é boa a aposta da Nissan no lado racional, com tabela e revisões mais em conta. Ao contrário da Hilux, que exagera nos custos, mesmo sem ter um conjunto mecânico excepcional ou uma suspensão que se destaque pela eficiência. Mesmo assim, é líder de vendas do segmento graças à fama de confiabilidade comum a todos os produtos da Toyota.